Sérgio Aires, o original.






Este é meu pai. O Gande Gozador da Vida. No sentido sexual, por ter tido a coragem de produzir 3 herdeiros (que a gente saiba). E no sentido que me orgulho tanto: de ter sempre uma piada na manga – mesmo que sem graça e insistente. Um homem que me faz repetir a palavra orgulho em menos de duas frases. Que me ensina e me ensinou os direitos e deveres de um pai. Que me mostrou o poder de um arrependimento sincero quando se resguardou num quarto depois de um ato falho, chorando feito bebê. Um palhaço que me mostrou SEMPRE o lado engraçado em qualquer situação da vida. Um genro que tem toda a liberdade de brincar com a sogra porque construiu uma relação de intimidade, amor, admiração e respeito capaz de me fazer olhá-lo mais como filho que genro. Um escritor que me surpreende quando para pra escrever. Um exemplo de como o trabalho dignifica um homem. Um exemplo de como o amor incondicional a um filho caçula é essencial no balanceamento de uma família. Um risonho, um chorão. Um homem que sempre colocou o humor em primeiro lugar e os outros que se acostumem com isso, porque a vida é assim.






Você me ensina muito com suas atitudes, caba véi. Ver você pela primeira vez sem bigode por causa daquela aposta com Tio Flaviano (foi com ele?) foi essencial para eu aprender a valorizar o cumprimento da palavra.

Ver você naquele banheiro do corredor todo cagado, do sapato à cabeça, rindo da situação, foi essencial para que eu aprendesse a rir da vida, assim como você.

Estou chegando. Agora, finalmente, é a sua vez de colocar a cerveja pra gelar.



TED - Música

Mais um TED incrível. Assistam, vale muito a pena.
(lembrando que a legenda pode ser ativada clicando em "view subtitles")

Ela me domina.

São incontáveis e imprevisíveis as vezes que ela surge no meu cérebro. Já interrompeu meu filme, minha conversa descontraída e empolgada com meus amigos. Já desviou meus pensamentos quando eles divagavam sobre coisas absolutamente superficiais. Minou meu raciocínio quando eu mais precisava dele no meio do expediente. Transformou minhas atitudes e decisões durante uma despretensiosa caminhada pelo shopping. Dominou-me física e psicologicamente em uma viagem pela Suazilândia. Teve a capacidade (e audácia) de me desconcentrar repetidas vezes no meu dia-a-dia. Tirou-me do eixo enquanto almoçava num restaurante. Fez-me sentir cada célula do meu corpo num daqueles arrepios característicos. Conseguiu até me proporcionar momentos de filosofia e questionamentos a respeito da minha fragilidade perante esse sentimento incontrolável. E é por tudo isso que faço questão de assumir a verdade pura, crua e cem por cento sincera: ela me domina. Era isso que você queria? Essa é a sua intenção? Pois parabéns! Você me domina com uma eficácia jamais vista na história da minha vida.