Ela me domina.

São incontáveis e imprevisíveis as vezes que ela surge no meu cérebro. Já interrompeu meu filme, minha conversa descontraída e empolgada com meus amigos. Já desviou meus pensamentos quando eles divagavam sobre coisas absolutamente superficiais. Minou meu raciocínio quando eu mais precisava dele no meio do expediente. Transformou minhas atitudes e decisões durante uma despretensiosa caminhada pelo shopping. Dominou-me física e psicologicamente em uma viagem pela Suazilândia. Teve a capacidade (e audácia) de me desconcentrar repetidas vezes no meu dia-a-dia. Tirou-me do eixo enquanto almoçava num restaurante. Fez-me sentir cada célula do meu corpo num daqueles arrepios característicos. Conseguiu até me proporcionar momentos de filosofia e questionamentos a respeito da minha fragilidade perante esse sentimento incontrolável. E é por tudo isso que faço questão de assumir a verdade pura, crua e cem por cento sincera: ela me domina. Era isso que você queria? Essa é a sua intenção? Pois parabéns! Você me domina com uma eficácia jamais vista na história da minha vida.

Um comentário:

la increible aventura disse...

na minha terra isso tem nome... ah, e ela quase atrapalhou o nosso almoço hoje também.