Fazendo as contas



Estou em Maputo desde o dia 6 de julho. Ou seja, há quase 5 meses. Mas essa é a contagem normal que a gente faz.
Eu e Pons, conversando em casa num dia de ócio, começamos a pensar em várias coisas mais interessantes pra demonstrar há quanto tempo estamos aqui. E a conclusão foi a lista abaixo:

Estou em Maputo há:

1 escova de dente;
2 lâminas de barbear;
4 xampus;
1 botijão de gás;
1 saleiro;
1 saco de açucar;
1 corte de cabelo;
menos de 1 caixa de Cotonetes;
3 ou 4 desodorantes;
menos de 1 pote de talco;
2 cortes de unha do pé (ja já 3);

Ida ao Bilene

Antecipo logo que não temos fotos da praia do Bilene. Apesar da praia ser linda, a gente preferiu tirar foto do caminho e aproveitar a praia porque água do mar e máquina digital não costumam combinar.
Então, vejam aí as fotos da super viagem protagonizada por Serginho, Pons (fotógrafo), Lenin (piloto) e Terence (nosso colega de trabalho que só fala inglês e algumas palavras em português que a gente ensinou do tipo: "Pai véi" e "Sou baitola").






Café da manhã light!

Depois Lenin deu uma nota de R$2 pro dono desse lugar colocar na parede.



Cardápio.

Precisando de um solzinho.


Tá-se bem.


Caga-lona.


Carvoarias pelo caminho.


Esses sacos possuem castanhas e são vendidos na beira da estrada. Compramos um saquinho no meio do caminho =D.



Vai intuiá?




Pons tirando foto de um momento de reflexão.


Em vários ângulos.

Mamana gente boa!

Se vira nos 30.

Compras dos últimos tempos


Meu amigo Zeca - redator da DDB que também é brasileiro - comprou um carro aqui em Maputo. Um Pajero branco lindo, com um painel todo em japonês. É bom que ele aprende a dirigir e a falar o idioma oriental.

Pois bem, pra não ficar por baixo, também fiz umas comprinhas nos últimos dias (nada comparado aos 7.500 dólares que ele gastou pra trazer o carro diretamente do Japão - pois é, um Pajero massa por apenas R$ 12.750 - com essa grana o cara compra o que no Brasil? Um Pálio 96?)

Vamos às futilidades!
Ali na esquerda, a grandissíssima raquete de tênis Wilson! Exatamente! Eu e Pons resolvemos praticar alguma atividade física pra poder desentupir um pouco nossas veias e artérias. Logo ao lado da raquete, como todo tenista profissional que se presa, também compramos o grip. Um negócio que não serve pra nada, mas a publicidade dele diz que é pra raquete não escorregar. Acreditamos e compramos.

Também comprei um par de tênis. Finalmente!
E, por fim, comprei um CD da banda Freshlyground. MUITO BOM! Sugiro que vocês deem uma olhadinha no som da banda pra quando eu chegar no Brasil vocês venham me pedir pra pirateá-lo.

Abraço!

Freshlyground - Ma'Cheri:

Comentaristas de plantão

Essa é pro pessoal que costuma comentar aqui no blog:
Gente, eu não desativei a função de comentar aqui não!
O que fiz foi moderá-los. Ou seja, você pode comentar aqui tranquilamente, só que antes do seu comentário ir pro ar, eu preciso aprová-lo. Podem continuar comentando aqui. Eles ficam salvos, eu leio e depois publico.

Valeu!

oi, tudo bom?


Seria a saudade algo que, necessariamente, você só sente quando não pode matá-la?

Por exemplo, se eu passar uma semana longe de quem amo, gradativamente a vontade de reencontrar essa pessoa vai aumentar de acordo com o tempo que passa (isso é óbvio).


Suprir a saudade é algo que nos emociona de tal forma que nosso corpo reage de diversas maneiras antes desse fato acontecer. Parece complexo entender, mas é algo extremamente fácil de assimilar, pois todos passam por isso. Os dias que precedem o começo da saudade também não são nada fáceis. Parece que o ser humano gosta de sofrer e, antes mesmo da saudade chegar, já reagimos de (diversas) maneiras desesperadas. Como se a pessoa que deixará saudade estivesse desaparecendo do mundo aos poucos. Começando pelos pés.

Porém, acredito que a saudade já começa antes mesmo da despedida. É claro! Encaramos às vezes como exagero ou excesso de amor, mas é pura saudade – a mais natural e involuntária possível. Aquela que, se pudéssemos controlar, só sentiríamos nos sonhos.


E esses minutos, dias ou meses que precedem a despedida são duros. As pessoas querem aproveitar os últimos minutos do recreio, pois sabem que depois sentarão a bunda na cadeira para assistir a uma aula infinitamente menos interessante que os preciosos e apressados minutos do intervalo do colégio.

É a mesma coisa com a saudade. Portanto, a pergunta feita no início deste raciocínio não tem resposta, simplesmente porque está errada. A pergunta é precipitada, pois parte do princípio que a saudade só existe com o momento exato da partida de alguém que gostamos. Não, começa antes. Não sei exatamente quando, mas acredito que depende de uma variável decisiva: a quantidade de tempo que essa pessoa vai permanecer longe do nosso tato. Se for pra sempre, tradução literal: se a pessoa for morrer – coisa que é possível prever graças aos avanços da ciência e dos níveis de câncer – a saudade começa muito antes. Se a pessoa for partir para uma viagem sem prévia data de volta, a saudade começa um pouco depois. E, antes que eu me esqueça, acredito que sejam saudades de níveis diferentes. A primeira é lamentável e triste, mas inevitável. A segunda, dependendo do nível, pode ser evitável, já que a decisão de viajar ou não, pode (ou não) ser cancelada pelo viajante. Portanto, voltando a questão inicial deste raciocínio quase lógico, mas infinitamente emocional, acredito que a saudade é algo que, necessariamente, só sentimos quando temos a certeza de que a rotina – antes desprezada e xingada – passará a ser desejada e implorada.


Resumindo tudo,

cadelinha, familiares, amigos, namorada e infra-estrutura da minha cidade: estou morrendo de saudade de vocês.