B-beijar


Há 3 meses na tristeza enclausurada da solidão.

Sem a menor esperança de que meus lábios a beijaria e sem noção de que iria ser tão bom, tão emocionante.

O momento onírico dos dois protagonistas aconteceu numa mesa de bar, pra variar - é lá que a paquera e o envolvimento acontecem.

Na cenografia constava a deselegância do recinto que proporcionava um romantismo ao encontro que só quem está na abstinência entende do que estou falando.

A sinuca serviu de desculpa pra um contato mais descontraído. A trilha saía de uma caixinha despretensiosa e foi nesse contexto barzinhável que aconteceu o primeiro (de muitos) beijo.

Olhos fechados, lábios salivados, mãos no seu devido lugar e, subitamente, voltei a sentir o inesquecível gosto de uma cerveja bem gelada.