“Ta tudo bem.este nr do serginho,tem roaming.foi divertidissimo,hoje ja vamos pra o recinto.o lodge é no fim do mundo,mas é optimo.a lua? Um bjinh maria“
Esta mensagem marcou meus últimos dias. Ela foi enviada do meu celular pela Maria - uma das grandes amizades que construí aqui em Maputo. Namorada de uma outra grande amizade: o Zé Maia.
A história é triste, mas tem final feliz porque a vida é pra ser feliz. O pai da Maria – um dos maiores amigos que a natureza já teve – foi um dos maiores caçadores da África (conheçam a história dele clicando aqui).
E esta mensagem que transcrevi de forma literal no começo deste post foi a última coisa que a Maria disse pra ele. Infelizmente, Rui Quadros deixou saudade pra sempre no último domingo – 30 de maio.
Ontem recebemos alguns amigos lá em casa. A Maria pegou meu celular e pediu para ver as mensagens enviadas. Meu celular é a coisa mais distante possível de um iPhone. E essa humildade de tecnologia só me dá a possibilidade de ver as últimas 15 mensagens enviadas. Por sorte, destino, coincidência, ou qualquer outra coisa que você queira chamar, a 15º mensagem era exatamente a que Maria havia enviado para seu pai. Ou seja, se eu enviasse mais uma, a dela sumiria.
Mais uma vez por sorte, destino, coincidência ou qualquer outra coisa que você queira chamar, o pai de Maria havia aprendido a ler mensagens no seu celular há alguns dias. E o final feliz disso tudo é que ele recebeu o “bjinh“ que sua filha mandou.
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