Tomando vacina

Emissão do novo passaporte já tá oquei, vacina contra febre-amarela que é obrigatória, tétano que é preventiva e a mais contraditória de todas: paralisia infantil, também estão oquei. Mas antes de continuar, preciso relembrar meu diálogo com a “moça do posto de saúde”, que eu estrategicamente chamei de moça só pra ser gente boa com a pessoa que ia furar meu braço:
- Olá moça, aqui tem vacina de febre-amarela?
- Tem sim, é pra você?
- É.
- Pode sentar. Você vai pra onde?
- África, Moçambique.
- Ah, então vamos tomar a de tétano e a de paralisia infantil também.
- Oxem, paralisia infantil? E eu num sou adulto não?
- É. Mas no continente que você vai existe incidência de paralisia infantil em adultos.
- Vôte. É gotinha?
- É.
- Jóia.
Eu sei que no final das contas deu tudo certo. Febre-amarela no braço direito, paralisia infantil com 2 gotinhas na boca e tétano no braço esquerdo. As 2 primeiras são tranquilas, a de tétano eu pinei um pouco porque antes de aplicar, ela disse que era intra-muscular. Como eu achei essa expressão bonita, comecei a pensar que ia receber um tiro no braço. Engano meu. Realmente, no outro dia a de tétano doía um pouco mais que a de febre-amarela. Mas extremamente suportável.

E agora uma informação útil pra quem deseja viajar um dia para um país que exija vacinas: quando você se vacinar em algum posto de saúde, vai receber uma cartelinha com os carimbos das vacinas. Esta cartela precisa ser trocada por uma carteira internacional – emitida pela ANVISA. Não sei se a ANVISA é o único órgão emissor deste documento, mas sem ele, você não desembarca no país.

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