Virilha de um queniano após concluir a maratona de São Silvestre. Pronto, essa é a relação mais próxima que eu consigo imaginar para descrever o hálito do queniano que sentou ao lado de Lenin. Rapaz, tenha suvaqueira, tenha chulé, seja feio, mas não tenha bafo não. Acho que é a coisa mais desaproximadora que o corpo humano consegue produzir. Mas enfim, ele era extremamente gente boa – também se não fosse era foda. Nos deu muitas dicas sobre Moçambique, África do Sul e Angola. E, quando a viagem parecia cansativa, ele nos disse que a fazia de 15 em 15 dias. Sem condições, imagine cruzar o Atlântico (São Paulo – Johanesburgo) a cada 2 semanas. Pra você se localizar no avião: são 2 poltronas em cada janela (4 no total) e 4 no meio. Sentamos nas poltronas do meio da aeronave. Eu na ponta esquerda, Lenin do meu lado direito, o angolano ao lado de Lenin e um desconhecido que, por razões extremamente compreensíveis, ficava com a cabeça virada para o lado direito o tempo todo.
O serviço de bordo foi um pouquinho ruim. Cerca de 1 hora após o embarque, as aeromoças ofereciam “Beef or chicken?”. Escolhemos a primeira opção. Pra nossa decepção, a comida não era muita, nem gostosa. Não chegava a ser ruim, visto que a fome ajudou a melhorar o gosto. Comemos tudo direitinho, um aperto da bixiga e somente no ano de 2014 as aeromoças recolheram o que já estava em estado de decomposição. Eu queria ver se tivesse dado uma disenteria em alguém, porque a mesinha ficava aberta cheia de comida e lixo em cima, copos com restos de sucos e gelos. Pro cara sair dali tinha que fazer uma manobrinha considerável. Mas ainda bem que o desarranjo só veio aparecer quando já estávamos no hotel. Porém, antes de chegar no hotel, chegamos em Johanesburgo.
O aeroporto de lá é impressionante. Estávamos na área de embarque internacional. E isso quer dizer que estávamos rodeados de freeshops e lojas impressionantes. Algumas chamaram atenção como a da Ferrari e os Duty Frees gigantes, mas as lojas africanas deixam essas outras no chão. Muiiiita coisa interessante. Muita coisa de decoração que a gente ficava impressionado com a riqueza de detalhes, as cores, o acabamento. O ruim é que não tivemos muito tempo pra visitar tudo isso com calma, pois nosso voo sairia em 1 hora e estávamos em um lugar onde jamais estivemos antes, falando uma língua que não é a nossa, com pessoas que não estão muito dispostas a nos ajudar. Chegamos ao aeroporto de Johanesburgo às 8 da manhã, e nosso voo para Maputo já era às 9 – depois vimos que atrasou um pouco também (9h45), mas não deu tempo de visitar todas as lojas.
Eu não comprei nada no aeroporto. Mais pela falta de tempo e de decisão, que pela pena de gastar meus dólares. Não sei se chego a me arrepender de não ter comprado nada, mas pensei: não é a última vez que passo por aqui. E outra, eu estava acabando de chegar na África.
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